terça-feira, 12 de outubro de 2010

Parque Nacional da Serra do Divisor

FORMOSA

O Parque Nacional da Serra do Divisor é um cenário de pura natureza, rodeado pelo rio Môa é parte da Amazônia escondida em meio a extensa Floresta Amazônica. Um lugar pouco desbravado e com importância significativa para as gerações futuras. Preservar com sabedoria o que durou séculos para ser criado, desennvolvido, é gostar da vida, amar o próximo e exaltar a natureza na sua mais subleme criação.
E olha só a galera técnica em Ecoturismo desfrutando de tanta
beleza.



ALDEIA NUKINIS

NO PÉ DA SERRA



CACHOEIRA DO AR CONDICIONADO



BURACO CENTRAL

CACHOEIRA DO BURACO CENTRAL

NO RIO MÔA

FOTOS DIVERSOS ESCOLA DA FLORESTA









técnicos agrofloestal da escola da floresta 2005/2006





















Governo abre concurso para contratação de 800 professores efetivos

Governo abre concurso para contratação de 800 professores efetivos

Sex, 08 de Outubro de 2010 19:31 Ernani Baracho e Edmilson Ferreira Avaliação do Usuário: / 1



Novos contratados atendem ao crescimento da rede estadual de ensino













No período de 2007 a 2010 o governador Binho Marques inaugurou no Acre 35 Escolas Urbanas, 16 Escolas Rurais e 13 Escolas Indígenas sem contar as reformas e ampliações de unidades de ensino, que somam mais de R$ 99 milhões em investimentos. O aumento no número de escolas fez crescer o número de matrículas e, consequentemente, a demanda por professores em sala de aula. É por isso, que o Governo do Estado prepara o concurso para provimento de cargos efetivos na Secretaria de Educação. O decreto que institui a criação de uma comissão para coordenar o certame foi divulgado no Diário Oficial desta sexta-feira, 08. O edital completo com todas as informações estará disponível na próxima semana.





Novos contratados irão atender às demandas da ampliação da rede estadual de ensino em todo Acre (Fotos: Secom)



De acordo com a secretária de Educação, Maria Corrêa, o concurso vai disponibilizar 800 vagas, além de gerar cadastro de reserva para atender futuras necessidades. Há vagas para os 22 municípios acreanos, sendo que, Rio Branco e Cruzeiro do Sul serão os municípios com maior número de oferta.



O concurso vai oferecer vagas nas áreas de Pedagogia, Artes, Biologia/Ciências, Matemática, Português, Física, Química, Filosofia, Sociologia, História, Geografia, Inglês, Espanhol e Educação Física. As provas acontecerão em cidades polos, com data ainda não definida. "Vamos nos reunir para trabalhar toda a logística do concurso e decidir qual a empresa responsável pela aplicação e realização das provas", declarou a Secretária.



O último concurso realizado pelo Estado foi em 2005, no qual foram disponibilizadas 1.300 vagas, que já foram todas preenchidas.





Governo investe na construção e padronização das escolas em todo Estado (Foto: Sérgio Vale/Arquivo Secom)



Expansão da matrícula incluiu todos em qualquer lugar



Vagas serão para todos os 22 municipios do Estado (Foto: Assessoria SEE)Os novos professores irão atender à grande oferta de matrículas no Acre. Em 2009, foram 159 mil alunos matriculados na rede pública, enquanto neste ano, 165 mil estudantes fazem parte do cadastro escolar. Para se compreender melhor os avanços, a educação indígena subiu de 5.000 vagas em 2006 para 7.450 vagas em 2008, alcançando o número de 163 escolas indígenas estaduais. Até o final deste ano serão 189 salas multifuncionais para ampliar a inclusão de alunos com deficiência.

Hoje, o Ensino Médio é uma realidade em todos os municípios, mas até 1999 eram poucos os que tinham essa modalidade de ensino. O número de alunos neste nível saiu de 18 mil, em 1999, para cerca de 40 mil em 2010.



Outro fator de destaque é a redução do analfabetismo na população acima de 15 anos, que era de 24,5% em 1999 e passou para 13,7% em 2009. O projeto Poronga reduziu pela metade o grave problema da distorção idade/série, recuperando a esperança de milhares de jovens e adultos.



Em dez anos, foram implantadas 827 obras de educação no Acre com investimentos diretos de mais de R$190 milhões, e uma das mudanças mais interessantes foi a padronização e a regionalização (zoneamento) das escolas. Com esse zoneamento, o aluno não precisa sair de sua região para ingressar numa nova fase. O zoneamento escolar facilita a matrícula e evita a sobra de vagas ou a superlotação.



Escolas de qualidade da capital ao interior

Independe de ser na zona rural, urbana ou na aldeia indígena: o padrão das escolas construídas ao longo dos últimos 12 anos é de alta qualidade - muito diferente de uma realidade não tão distante: até 1999, os professores eram mal pagos e recebiam salários atrasados; não tinham livros; não havia equipamentos nas escolas que eram cinzentas e feias. Hoje, o ambiente é muito mais bonito, agradável e produtivo para alunos e professores, o que contribuiu para que o Acre hoje esteja entre os nove Estados com melhor desempenho na educação do país.





Padrão das escolas construídas ao longo dos últimos 12 anos é de alta qualidade (Foto: Secom)



Apenas no governo Binho Marques foram 226 escolas construídas, reformadas ou ampliadas. Além disso, a implantação do ensino fundamental de nove anos possibilitou a construção de 100 salas de aula em todo Estado e matrícula de seis mil crianças em 2008, ano em que entrou em vigor o novo período.



Formação de professores e valorização do magistério



Política do Governo do Estado irá fazer do Acre o primeiro estado do País a ter 100% dos professores com formação superior (Foto: Gleilson Miranda/Secom)Além da estrutura física, o Governo do Acre investe, desde 1999, mais de R$ 47 milhões na formação superior dos professores da rede pública de ensino. Naquele ano, apenas 28% dos docentes possuíam diploma universitário e hoje mais de 90% conseguiram formação de nível superior. O Estado consolidou parcerias importantes, como a com a Universidade de Brasília, que promove o ensino à distância; e Universidade Federal do Acre, que conduz o ensino presencial aos professores estaduais.

O pagamento dos salários está em dia há 12 anos, período em que ocorreu a graduação de mais de 80% dos docentes estaduais em nível superior. Com isso, o Acre será o primeiro Estado do país a ter 100% dos professores com diploma de terceiro grau. A valorização dos trabalhadores em educação é política de Estado.



Para se ter uma ideia dos tempos difíceis, a folha de pagamento da educação saiu de R$5 milhões, em 1999, para mais de R$32 milhões este ano, sendo que 80% dos recursos da educação são destinados à remuneração. Sobretudo, foram investidos mais de R$50 milhões só com a formação de nível superior.

técnicos na pousada vila brasilía 2006







sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Videos BIBLIOTECA DA FLORESTA

http://www.youtube.com/watch?v=JjnDtKyvuec
http://www.youtube.com/watch?v=KFkSh9iEBGE

FLAVIANA COIMBRA: Silvio Martinello lança seu novo livro ‘ACRE

FLAVIANA COIMBRA: Silvio Martinello lança seu novo livro ‘ACRE

MEIO AMBIENTE

Desmatamento na Amazônia cai 47% em agosto

Luana Lourenço, repórter da Agência Brasil

Sex, 08 de Outubro de 2010 10:00

Na comparação com agosto de 2009, quando os satélites registraram 498 km² de derrubadas, houve redução de 47%



Em agosto, a Amazônia perdeu 265 quilômetros quadrados (km²) de floresta, de acordo com os dados do sistema Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), divulgados hoje (8) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Na comparação com agosto de 2009, quando os satélites registraram 498 km² de derrubadas, houve redução de 47%.



A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que o número confirma a tendência de queda do desmate na região nos últimos meses. “Está se confirmando um padrão sustentável de redução do desmatamento”, avaliou.



Em agosto, o Pará liderou o desmate na região, com 134 km² de desmate, seguido por Mato Grosso, com 54,85 km² e pelo Amazonas, com 26,4 km² a menos de florestas no período.



No acumulado de janeiro a agosto deste ano, os números do Inpe apontam redução do desmatamento em quase todos os estados da Amazônia Legal, menos no Amazonas. “O Amazonas ainda representa esse vazamento. Estamos em campo procurando entender se é uma nova vertente de desmatamento, se é uma nova ocupação de território”, disse a ministra.



O Deter monitora áreas maiores do que 25 hectares e direciona a fiscalização ambiental.



A taxa anual de desmatamento é calculada por outro sistema, o Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), que é mais preciso, por avaliar áreas menores. Apesar da metodologia diferente, a avaliação do Deter costuma antecipar os resultados do Prodes.



Os dados do Prodes para o período 2009/2010 devem ser apresentados em novembro. Se a tendência de queda se confirmar, o governo espera chegar a um novo recorde de queda do desmatamento. Em 2008/2009, a taxa anual de desmate calculada pelo Inpe foi de 7,4 mil km², a menor registrada em 20 anos de monitoramento.



Edição: Lílian Beraldo

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

A Fome de Marina

A Fome de Marina

Por José Ribamar Bessa Freire*
Há pouco, Caetano Veloso descartou do seu horizonte eleitoral o presidente Lula da Silva, justificando: “Lula é analfabeto”. Por isso, o cantor baiano aderiu à candidatura da senadora Marina da Silva, que tem diploma universitário. Agora, vem a roqueira Rita Lee dizendo que nem assim vota em Marina para presidente, “porque ela tem cara de quem está com fome”.
Os Silva não têm saída: se correr o Caetano pega, se ficar a Rita come.
Tais declarações são espantosas, porque foram feitas não por pistoleiros truculentos, mas por dois artistas refinados, sensíveis e contestadores, cujas músicas nos embalam e nos ajudam a compreender a aventura da existência humana.
Num país dominado durante cinco séculos por bacharéis cevados, roliços e enxudiosos, eles naturalizaram o canudo de papel e a banha como requisitos indispensáveis ao exercício de governar, para o qual os Silva, por serem iletrados e subnutridos, estariam despreparados.
Caetano Veloso e Rita Lee foram levianos, deselegantes e preconceituosos. Ofenderam o povo brasileiro, que abriga, afinal, uma multidão de silvas famélicos e desescolarizados.
De um lado, reforçam a ideia burra e cartorial de que o saber só existe se for sacramentado pela escola e que tal saber é condição sine qua non para o exercício do poder. De outro, pecam querendo nos fazer acreditar que quem está com fome carece de qualidades para o exercício da representação política.
A rainha do rock, debochada, irreverente e crítica, a quem todos admiramos, dessa vez pisou na bola. Feio.“Venenosa! Êh êh êh êh êh!/ Erva venenosa, êh êh êh êh êh!/ É pior do que cobra cascavel/ O seu veneno é cruel…/ Deus do céu!/ Como ela é maldosa!”.
Nenhum dos dois - nem Caetano, nem Rita - têm tutano para entender esse Brasil profundo que os silvas representam.
A senadora Marina da Silva tem mesmo cara de quem está com fome? Ou se trata de um preconceito da roqueira, que só vê desnutrição ali onde nós vemos uma beleza frágil e sofrida de Frida Kahlo, com seu cabelo amarrado em um coque, seus vestidos longos e seu inevitável xale? Talvez Rita Lee tenha razão em ver fome na cara de Marina, mas se trata de uma fome plural, cuja geografia precisa ser delineada. Se for fome, é fome de quê?
O mapa da fome
A primeira fome de Marina é, efetivamente, fome de comida, fome que roeu sua infância de menina seringueira, quando comeu a macaxeira que o capiroto ralou. Traz em seu rosto as marcas da pobreza, de uma fome crônica que nasceu com ela na colocação de Breu Velho, dentro do Seringal Bagaço, no Acre.
Órfã da mãe ainda menina, acordava de madrugada, andava quilômetros para cortar seringa, fazia roça, remava, carregava água, pescava e até caçava. Três de seus irmãos não aguentaram e acabaram aumentando o alto índice de mortalidade infantil.
Com seus 53 quilos atuais, a segunda fome de Marina é dos alimentos que, mesmo agora, com salário de senadora, não pode usufruir: carne vermelha, frutos do mar, lactose, condimentos e uma longa lista de uma rigorosa dieta prescrita pelos médicos, em razão de doenças contraídas quando cortava seringa no meio da floresta. Aos seis anos, ela teve o sangue contaminado por mercúrio. Contraiu cinco malárias, três hepatites e uma leishmaniose.
A fome de conhecimentos é a terceira fome de Marina. Não havia escolas no seringal. Ela adquiriu os saberes da floresta através da experiência e do mundo mágico da oralidade. Quando contraiu hepatite, aos 16 anos, foi para a cidade em busca de tratamento médico e aí mitigou o apetite por novos saberes nas aulas do Mobral e no curso de Educação Integrada, onde aprendeu a ler e escrever.
Fez os supletivos de 1º e 2º graus e depois o vestibular para o Curso de História da Universidade Federal do Acre, trabalhando como empregada doméstica, lavando roupa, cozinhando, faxinando.
Fome e sede de justiça: essa é sua quarta fome. Para saciá-la, militou nas Comunidades Eclesiais de Base, na associação de moradores de seu bairro, no movimento estudantil e sindical. Junto com Chico Mendes, fundou a CUT no Acre e depois ajudou a construir o PT.
Exerceu dois mandatos de vereadora em Rio Branco, quando devolveu o dinheiro das mordomias legais, mas escandalosas, forçando os demais vereadores a fazerem o mesmo. Elegeu-se deputada estadual e depois senadora, também por dois mandatos, defendendo os índios, os trabalhadores rurais e os povos da floresta.
Quem viveu da floresta, não quer que a floresta morra. A cidadania ambiental faz parte da sua quinta fome. Ministra do Meio Ambiente, ela criou o Serviço Florestal Brasileiro e o Fundo de Desenvolvimento para gerir as florestas e estimular o manejo florestal.
Combateu, através do Ibama, as atividades predatórias. Reduziu, em três anos, o desmatamento da Amazônia de 57%, com a apreensão de um milhão de metros cúbicos de madeira, prisão de mais 700 criminosos ambientais, desmonte de mais de 1,5 mil empresas ilegais e inibição de 37 mil propriedades de grilagem.
Tudo vira bosta
Esse é o retrato das fomes de Marina da Silva que - na voz de Rita Lee - a descredencia para o exercício da presidência da República porque, no frigir dos ovos, “o ovo frito, o caviar e o cozido/ a buchada e o cabrito/ o cinzento e o colorido/ a ditadura e o oprimido/ o prometido e não cumprido/ e o programa do partido: tudo vira bosta”.
Lendo a declaração da roqueira, é o caso de devolver-lhe a letra de outra música - ‘Se Manca’ - dizendo a ela: “Nem sou Lacan/ pra te botar no divã/ e ouvir sua merda/ Se manca, neném!/ Gente mala a gente trata com desdém/ Se manca, neném/ Não vem se achando bacana/ você é babaca”.
Rita Lee é babaca? Claro que não, mas certamente cometeu uma babaquice. Numa de suas músicas - ‘Você vem’ - ela faz autocrítica antecipada, confessando: “Não entendo de política/ Juro que o Brasil não é mais chanchada/ Você vem… e faz piada”. Como ela é mutante, esperamos que faça um gesto grandioso, um pedido de desculpas dirigido ao povo brasileiro, cantando: “Desculpe o auê/ Eu não queria magoar você”.
A mesma bala do preconceito disparada contra Marina atingiu também a ministra Dilma Rousseff, em quem Rita Lee também não vota porque, “ela tem cara de professora de matemática e mete medo”. Ah, Rita Lee conseguiu o milagre de tornar a ministra Dilma menos antipática! Não usaria essa imagem, se tivesse aprendido elevar uma fração a uma potência, em Manaus, com a professora Mercedes Ponce de Leão, tão fofinha, ou com a nega Nathércia Menezes, tão altaneira.
Deixa ver se eu entendi direito: Marina não serve porque tem cara de fome. Dilma, porque mete mais medo que um exército de logaritmos, catetos, hipotenusas, senos e co-senos. Serra, todos nós sabemos, tem cara de vampiro. Sobra quem?
Se for para votar em quem tem cara de quem comeu (e gostou), vamos ressuscitar, então, Paulo Salim Maluf ou Collor de Mello, que exalam saúde por todos os dentes. Ou o Sarney, untuoso, com sua cara de ratazana bigoduda. Por que não chamar o José Roberto Arruda, dono de um apetite voraz e de cuecões multi-bolsos? Como diriam os franceses, “il pète de santé”.
O banqueiro Daniel Dantas, bem escanhoado e já desalgemado, tem cara de quem se alimenta bem. Essa é a elite bem nutrida do Brasil…
Rita Lee não se enganou: Marina tem a cara de fome do Brasil, mas isso não é motivo para deixar de votar nela, porque essa é também a cara da resistência, da luta da inteligência contra a brutalidade, do milagre da sobrevivência, o que lhe dá autoridade e a credencia para o exercício de liderança em nosso país.
Marina Silva, a cara da fome? Esse é um argumento convincente para votar nela. Se eu tinha alguma dúvida, Rita Lee me convenceu definitivamente.
(*) Professor, coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas (UERJ) e pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Memória Social (UNIRIO)

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