terça-feira, 12 de outubro de 2010
Governo abre concurso para contratação de 800 professores efetivos
Governo abre concurso para contratação de 800 professores efetivos
Sex, 08 de Outubro de 2010 19:31 Ernani Baracho e Edmilson Ferreira Avaliação do Usuário: / 1
Novos contratados atendem ao crescimento da rede estadual de ensino
No período de 2007 a 2010 o governador Binho Marques inaugurou no Acre 35 Escolas Urbanas, 16 Escolas Rurais e 13 Escolas Indígenas sem contar as reformas e ampliações de unidades de ensino, que somam mais de R$ 99 milhões em investimentos. O aumento no número de escolas fez crescer o número de matrículas e, consequentemente, a demanda por professores em sala de aula. É por isso, que o Governo do Estado prepara o concurso para provimento de cargos efetivos na Secretaria de Educação. O decreto que institui a criação de uma comissão para coordenar o certame foi divulgado no Diário Oficial desta sexta-feira, 08. O edital completo com todas as informações estará disponível na próxima semana.
Novos contratados irão atender às demandas da ampliação da rede estadual de ensino em todo Acre (Fotos: Secom)
De acordo com a secretária de Educação, Maria Corrêa, o concurso vai disponibilizar 800 vagas, além de gerar cadastro de reserva para atender futuras necessidades. Há vagas para os 22 municípios acreanos, sendo que, Rio Branco e Cruzeiro do Sul serão os municípios com maior número de oferta.
O concurso vai oferecer vagas nas áreas de Pedagogia, Artes, Biologia/Ciências, Matemática, Português, Física, Química, Filosofia, Sociologia, História, Geografia, Inglês, Espanhol e Educação Física. As provas acontecerão em cidades polos, com data ainda não definida. "Vamos nos reunir para trabalhar toda a logística do concurso e decidir qual a empresa responsável pela aplicação e realização das provas", declarou a Secretária.
O último concurso realizado pelo Estado foi em 2005, no qual foram disponibilizadas 1.300 vagas, que já foram todas preenchidas.
Governo investe na construção e padronização das escolas em todo Estado (Foto: Sérgio Vale/Arquivo Secom)
Expansão da matrícula incluiu todos em qualquer lugar
Vagas serão para todos os 22 municipios do Estado (Foto: Assessoria SEE)Os novos professores irão atender à grande oferta de matrículas no Acre. Em 2009, foram 159 mil alunos matriculados na rede pública, enquanto neste ano, 165 mil estudantes fazem parte do cadastro escolar. Para se compreender melhor os avanços, a educação indígena subiu de 5.000 vagas em 2006 para 7.450 vagas em 2008, alcançando o número de 163 escolas indígenas estaduais. Até o final deste ano serão 189 salas multifuncionais para ampliar a inclusão de alunos com deficiência.
Hoje, o Ensino Médio é uma realidade em todos os municípios, mas até 1999 eram poucos os que tinham essa modalidade de ensino. O número de alunos neste nível saiu de 18 mil, em 1999, para cerca de 40 mil em 2010.
Outro fator de destaque é a redução do analfabetismo na população acima de 15 anos, que era de 24,5% em 1999 e passou para 13,7% em 2009. O projeto Poronga reduziu pela metade o grave problema da distorção idade/série, recuperando a esperança de milhares de jovens e adultos.
Em dez anos, foram implantadas 827 obras de educação no Acre com investimentos diretos de mais de R$190 milhões, e uma das mudanças mais interessantes foi a padronização e a regionalização (zoneamento) das escolas. Com esse zoneamento, o aluno não precisa sair de sua região para ingressar numa nova fase. O zoneamento escolar facilita a matrícula e evita a sobra de vagas ou a superlotação.
Escolas de qualidade da capital ao interior
Independe de ser na zona rural, urbana ou na aldeia indígena: o padrão das escolas construídas ao longo dos últimos 12 anos é de alta qualidade - muito diferente de uma realidade não tão distante: até 1999, os professores eram mal pagos e recebiam salários atrasados; não tinham livros; não havia equipamentos nas escolas que eram cinzentas e feias. Hoje, o ambiente é muito mais bonito, agradável e produtivo para alunos e professores, o que contribuiu para que o Acre hoje esteja entre os nove Estados com melhor desempenho na educação do país.
Padrão das escolas construídas ao longo dos últimos 12 anos é de alta qualidade (Foto: Secom)
Apenas no governo Binho Marques foram 226 escolas construídas, reformadas ou ampliadas. Além disso, a implantação do ensino fundamental de nove anos possibilitou a construção de 100 salas de aula em todo Estado e matrícula de seis mil crianças em 2008, ano em que entrou em vigor o novo período.
Formação de professores e valorização do magistério
Política do Governo do Estado irá fazer do Acre o primeiro estado do País a ter 100% dos professores com formação superior (Foto: Gleilson Miranda/Secom)Além da estrutura física, o Governo do Acre investe, desde 1999, mais de R$ 47 milhões na formação superior dos professores da rede pública de ensino. Naquele ano, apenas 28% dos docentes possuíam diploma universitário e hoje mais de 90% conseguiram formação de nível superior. O Estado consolidou parcerias importantes, como a com a Universidade de Brasília, que promove o ensino à distância; e Universidade Federal do Acre, que conduz o ensino presencial aos professores estaduais.
O pagamento dos salários está em dia há 12 anos, período em que ocorreu a graduação de mais de 80% dos docentes estaduais em nível superior. Com isso, o Acre será o primeiro Estado do país a ter 100% dos professores com diploma de terceiro grau. A valorização dos trabalhadores em educação é política de Estado.
Para se ter uma ideia dos tempos difíceis, a folha de pagamento da educação saiu de R$5 milhões, em 1999, para mais de R$32 milhões este ano, sendo que 80% dos recursos da educação são destinados à remuneração. Sobretudo, foram investidos mais de R$50 milhões só com a formação de nível superior.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
MEIO AMBIENTE
Desmatamento na Amazônia cai 47% em agosto
Luana Lourenço, repórter da Agência Brasil
Sex, 08 de Outubro de 2010 10:00
Na comparação com agosto de 2009, quando os satélites registraram 498 km² de derrubadas, houve redução de 47%
Em agosto, a Amazônia perdeu 265 quilômetros quadrados (km²) de floresta, de acordo com os dados do sistema Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), divulgados hoje (8) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Na comparação com agosto de 2009, quando os satélites registraram 498 km² de derrubadas, houve redução de 47%.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que o número confirma a tendência de queda do desmate na região nos últimos meses. “Está se confirmando um padrão sustentável de redução do desmatamento”, avaliou.
Em agosto, o Pará liderou o desmate na região, com 134 km² de desmate, seguido por Mato Grosso, com 54,85 km² e pelo Amazonas, com 26,4 km² a menos de florestas no período.
No acumulado de janeiro a agosto deste ano, os números do Inpe apontam redução do desmatamento em quase todos os estados da Amazônia Legal, menos no Amazonas. “O Amazonas ainda representa esse vazamento. Estamos em campo procurando entender se é uma nova vertente de desmatamento, se é uma nova ocupação de território”, disse a ministra.
O Deter monitora áreas maiores do que 25 hectares e direciona a fiscalização ambiental.
A taxa anual de desmatamento é calculada por outro sistema, o Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), que é mais preciso, por avaliar áreas menores. Apesar da metodologia diferente, a avaliação do Deter costuma antecipar os resultados do Prodes.
Os dados do Prodes para o período 2009/2010 devem ser apresentados em novembro. Se a tendência de queda se confirmar, o governo espera chegar a um novo recorde de queda do desmatamento. Em 2008/2009, a taxa anual de desmate calculada pelo Inpe foi de 7,4 mil km², a menor registrada em 20 anos de monitoramento.
Edição: Lílian Beraldo
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