sábado, 13 de junho de 2009

1912 A crise da borracha



A crise da borracha


Companhia regional em exercício de fogo na cidade de Rio Branco. Fonte: Exploração da Hevea. 1913. Acervo: Edunira Assef. Acervo Digital: Memorial dos Autonomistas. Cortesia: Departamento de Patrimônio Histórico da Fundação Elias Mansour.
De todo o farto dinheiro arrecadado com a exportação da borracha, muito pouco é enviado pelo governo federal para a administração do Acre. E não bastasse a revolta dos acreanos, essa má administração resulta numa grave crise da economia regional.A rodovia Madeira-Mamoré é concluída, mas tarde demais. A Amazônia perde o monopólio de produção da borracha para os seringais plantados pelos ingleses na Malásia, no Ceilão e na África tropical. Com sementes oriundas da própria Amazônia, os concorrentes passam a ter custos e preço final menores, reduzindo o interesse do mundo pela borracha da Amazônia.
A crise econômica gera desemprego e êxodo rural e urbano, deixando sem perspectivas os seringueiros que permanecem no Acre. Sem a renda da extração do látex, muitos trabalhadores dos seringais se instalam na periferia de Manaus, em busca de melhores condições de vida. É o fim do primeiro ciclo da borracha. Enquanto isso, as terras em torno do rio Acre passam a ser chamadas de Rio Branco, em homenagem ao Barão do Rio Branco. A cidade será a capital do Acre a partir de 1920.

1908 Plácido de Castro é assassinado



Plácido de Castro é assassinado





Porto Acre. Exército Boliviano em exercício durante o Período Revolucionário. Fonte: Álbum do Rio Acre, 1906-1907, pág. 75. Acervo Digital: Memorial dos Autonomistas. Cortesia: Departamento de Patrimônio Histórico da Fundação Elias Mansour.


Os conflitos se radicalizam com o assassinato de Plácido de Castro, que havia sido nomeado prefeito do Acre em 1906. Numa emboscada da qual muitos já suspeitavam, Plácido é atingido com dois tiros, à beira do igarapé Distração, no seringal Benfica. A morte do líder da revolução acreana reacende ainda mais o ideal de autonomia dos cidadãos locais. Nos anos seguintes, diversas revoltas autonomistas seriam sufocadas à força pelo governo brasileiro. O movimento só teria impulso mesmo em meados da década de 1950

1904 A luta por um Acre autônomo


A luta por um Acre autônomo


Rio Acre, em frente à confluência com o rio Xapuri. Fonte: FALCÃO, Emílio – “Álbum do Rio Acre”, pg. 152. 1906-1907. Acervo Digital: Memorial dos Autonomistas. Cortesia: Departamento de Patrimônio Histórico da Fundação Elias Mansour.


Com o fim da revolução, surge o movimento autonomista. Os revolucionários querem que o Acre seja um estado autônomo da federação brasileira. Manaus, por outro lado, prefere que o Acre seja incorporado ao Amazonas. Isso é exatamente o que não quer Belém, que teme ficar para trás em importância comercial. O governo, contudo, resolve não atender a ninguém. Contra todas as expectativas, é criado o primeiro território federal da história do Brasil.Ao contrário dos estados, o Acre não pode arrecadar impostos, tornando-se dependente dos repasses orçamentários do governo federal, que são muito inferiores às necessidades locais. Faltam escolas, hospitais e demais estruturas públicas.

De seu gabinete, no Rio de Janeiro, o presidente da República passa a nomear os governantes que administrarão o Acre. Insatisfeitos com isso, uma parcela da população acreana inicia uma nova fase de conflitos.

1903 O Acre passa a ser brasileiro



Mapa com as linhas de fronteiras e território cedido à Bolívia, na Região do Rio Acre (cópia do mapa utilizado nas negociações do Tratado de Petrópolis de 1903). Fonte: Revista Brasileira de Geografia, 1990, pág. 22. Acervo Digital: Memorial dos Autonomistas. Cortesia: Departamento de Patrimônio Histórico da Fundação Elias Mansour.


Em janeiro, os revolucionários vencem os bolivianos em Puerto Alonso, que é rebatizada e passa a se chamar Porto Acre. Plácido de Castro é proclamado novo chefe do Estado Independente do Acre.O governo brasileiro decide se pronunciar e envia tropas ao Acre, comandadas pelo general Olimpio da Silveira, para tomar o poder. Plácido, surpreso com o golpe, não reage. Ele entrega Porto Acre ao Brasil, se recusa a levantar armas contra o Exército brasileiro, evita a guerra civil, dissolve seu próprio exército e vai para o Rio de Janeiro. Mas tamanha é a pressão no Brasil que o governo federal revê sua posição.

O presidente Rodrigues Alves inicia negociações que resultam na assinatura do Tratado de Petrópolis. O ministro brasileiro Barão do Rio Branco convence o governo boliviano a vender o Acre por 2 milhões de libras esterlinas, sendo que o Brasil fica obrigado a construir a estrada de ferro Madeira-Mamoré. A Bolívia poderia usufruir dessa estrada e também dos rios acreanos. Depois de quatro anos de luta e resistência, o Acre é anexado ao Brasil em novembro de 1903.

1902 Plácido de Castro e sua junta revolucionária


Plácido de Castro aos 28 anos. Fonte: Livro: A Epopéia do Acre Silvio Augusto de Bastos Meira. 2° edição, 1973, pág: 61. Acervo: Liberalino Alves de Souza. Acervo Digital: Memorial dos Autonomistas. Cortesia: Departamento de Patrimônio Histórico da Fundação Elias Mansour.


A opinião pública brasileira se ergue contra o Bolivian Syndicate. Forma-se uma junta revolucionária no seringal Caquetá, liderada pelo ex-militar Plácido de Castro. Financiado pelo Estado do Amazonas e por seringalistas do Acre, ele treina um exército de seringueiros, armados de rifles e facões, para enfrentar o exército formal da Bolívia, equipado com o melhor armamento da época. Começa a fase mais sangrenta da longa revolução.À custa de muito sangue derramado em ambos os lados da luta, Plácido domina o alto e o médio Acre. Só falta conquistar Puerto Alonso, no baixo rio Acre, para consolidar a vitória.

1901 A Bolívia arrenda o Acre


Seringal Sibéria. Fonte: FALCÃO, Emílio – “Álbum do Rio Acre”, pág. 149. 1906-1907. Acervo Digital: Memorial dos Autonomistas. Cortesia: Departamento de Patrimônio Histórico da Fundação Elias Mansour.

Em 11 de julho, é assinado o contrato de arrendamento do Acre entre a Bolívia e o Bolivian Syndicate, grupo de empresários da Inglaterra e dos EUA, representados pela empresa norte-americana Car Whitrig. Pelo prazo de 20 anos, a Bolívia permite que a companhia explore o Acre, com amplas liberdades territoriais, militares, alfandegárias e até fluviais.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

ACRE 1900




Fonte: FALCÃO, Emílio – “Álbum do Rio Acre”, pág. 156. 1906-1907. Cortesia: Departamento de Patrimônio Histórico da Fundação Elias Mansour.



EXPEDIÇOES DOS POETAS



Em março, três navios da Marinha brasileira prendem Galvez, e o Acre é devolvido à Bolívia. Inconformado, o governador do Amazonas, Ramalho Jr., financia a Expedição Floriano Peixoto, mais conhecida como Expedição dos Poetas, formada por professores, poetas, advogados, médicos e engenheiros, acompanhados de alguns soldados e canhões. Liderada por Rodrigo de Carvalho, ela tem como objetivo expulsar os bolivianos e retomar o Acre. Porém, sem experiência militar, o levante intelectual é derrotado em 29 de dezembro.


A Bolívia arrenda o Acre 1901


Seringal Sibéria. Fonte: FALCÃO, Emílio – “Álbum do Rio Acre”, pág. 149. 1906-1907. Acervo Digital: Memorial dos Autonomistas. Cortesia: Departamento de Patrimônio Histórico da Fundação Elias Mansour.


Em 11 de julho, é assinado o contrato de arrendamento do Acre entre a Bolívia e o Bolivian Syndicate, grupo de empresários da Inglaterra e dos EUA, representados pela empresa norte-americana Car Whitrig. Pelo prazo de 20 anos, a Bolívia permite que a companhia explore o Acre, com amplas liberdades territoriais, militares, alfandegárias e até fluviais.



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